Por isso gosto de mar grande
Luiz Michelini
Como já disse em outros posts, moro em São Paulo capital. Portanto infelizmente não posso surfar todo dia e às vezes nem nos fins de semana. Já houve vezes em que fiquei mais de mês sem surfar. Mas isso não vem ao caso.
Gostaria de deixar exposta aqui minha tristeza para com alguns “surfistas” que pelo que parece são locais do Guarujá, mais propriamente da Praia de Pitangueiras; local onde aprendi a surfar quando tinha apenas cinco anos e há praticamente 19 anos continuo surfando a maior parte do ano.
Pois bem, nesse último fim de semana felizmente o mar subiu um pouquinho na sexta, aumentando no sábado e voltando a diminuir no domingo. Então estavam um pouco a esquerda do lendário Morro do Maluf eu e mais sete desses “locais” de diversas idades. As séries não demoravam muito a surgir no horizonte e tinham por volta de três ondas, com algumas intermediárias que valiam a remada. Se fossemos todos amigos, a cada duas séries todos pegaríamos uma onda e ficaríamos horas nessa fantástica e amigável diversão.
Porém essa não foi a primeira vez que entrei no mar feliz e saí triste. Novamente eu simplesmente não conseguia surfar uma onda sequer no pico que surfo há “apenas” 19 anos. Esperar os “locais” pegarem as melhores da série tudo bem; agora remar, dropar e se deparar com um m… te olhando, sorrindo e dropando na sua frente é f….!! Rabear na caruda já é muita falta de respeito.
O que me deixa mais puto é que quando as ondas tem de meio a um metro, o outside lota de gente. A maioria acredita que surfa bem pacas, dropa as maiores e fica marcando a galera, como se fosse uma competição. Agora, quando as ondulações batem 1,5 ou 2 metros, me deparo sempre com os mesmos quinze caras no outside. E ae? cade todos aqueles locais marrentos que ficam rabeando os “haoles”? Estão na areia….óbvio.
Bem, fica aqui o meu desabafo. Sei que pode ser meio sem sentido, mas há tempos sinto que o outside que cresci está ficando meio desconhecido pra mim. De certa forma já desisti de surfar os picos clássicos do Hawaii por causa do crowd e do localismo ostensivo. Realmente não gostaria que isso acontecesse “aqui em casa”. Que imagem horrível.
Só penso que deveria haver um pouco mais de respeito dentro d’agua, um pouco menos de egoísmo; mais aloha.
Contendo a abstinência…
Thaís Ritli
A fissura e a abstinência de certo tempo sem surf é terrível. Alguns sofrem mais, outros aguentam firme por um bom tempo. Mas, uma hora ou outra, a vontade pega pesado em todos.
Pensando nisso, nessa vontade incontrolável de surfar para alguém que mora na Babilônia de pedras, longe do mar, uns gringos criaram o CARVEBOARD. O esporte é recente, da década do 90, e une o snowboard ao surf e ao skate.
E copiando a genial idéia dos gringos, uns paulistas criaram o Urban Surf Carveboard, uma espécie de simulador do surf 100% nacional.
O US caveboard é um tipo de skate, mas completamente direcionado para quem pega onda. Os eixos do brinquedo são maleáveis e inclinam em um ângulo de 45º. Além disso, o carveboard possui pneus com câmaras de ar, que possibilitam um drop em qualquer terreno, basta insulflar ou murchá-las.
Há aqueles surfistas que criticam o esporte, que não vêem semelhanças com o surf. Eu já presenciei uma crítica dessas, no Parque Villa Lobos, onde uma galera faz carveboard.
Mas, de qualquer forma, é uma dica de esporte que vale a pena. Mesmo que a sensação não seja a mesma do surf, o carve pode ser uma forma prazerosa de se passar pela abstinência de MAR….
Mais informações, Urban Surf Boards
Criança de 2 anos no caminho certo!
Esse é pra minha namorada e para os meus sobrinhos…