Ryan Tatar registra 2009 pelas lentes dos anos 60
Luiz Michelini
Estou começando um curso de fotografia. Creio que alguém que queira viver do Surf, como eu, necessita saber fotografar pelo menos de fora d’agua. Por isso, visando o próximo workshop do Sebastian Rojas (agora só em 2010, acredito), comecei o curso.
Entre outros estudos, ando empenhando-me bastante em conferir o trabalho de alguns fotógrafos que já se destacaram. Ryan Tatar é um nome que eu nunca tinha ouvido falar.
Então, outro dia, em mais uma das minhas remadas pela internet, no site de Julio Adler ( http://julioadler.blogspot.com/), no início de um de seus posts, me deparei com essa bela foto: o bico de um longboard vermelho com ou sujeito remando de joelhos para o outside e, no fundo da imagem um pier.
Aquele aspecto de antiguidade, de filme queimado, imagens que trazem em si lembranças que queria eu lembrar. Aí está a grandiosidade do trabalho de Tatar. Suas fotos são silenciosas, serenas, redondas em sua objetiva lente. Fico pensando se nos dias atuais, seria possível eu adquirir tamanha habilidade, se conseguiria sentir essa sensibilidade para captar o momento exato em minha analógica Nikkormat da década de 70. A câmera é daquela época. Será que ela me diz como tirar grandes fotos como essa?
Acabei de descobrir que algumas das fotografias que aparecem no site de Tatar foram tiradas nesse ano de 2009. Todas com câmeras das décadas de 60 e 70. Pelo jeito é continuar surfando e aprendendo a fotografar. O próximo passo é comprar um majestoso longboard 9′2 vermelho.
