EMBARQUE NESTE TREM
Por Luiz Michelini
Algumas frases se destacam neste pequeno curta metragem. Ideias do tipo “tem gente que planeja toda sua vida, seu trabalho, onde vai morar, criar seus filhos; tudo em torno do surf”, ou “o surf guia você, não você guia o surf”, são reais. Agora, viver e surfar em Nova Iorque é uma coisa que só veio realmente à tona nestes últimos meses, depois que a cidade foi escolhida para sediar uma etapa do WT em setembro. É galera… quem diria que uma das maiores metrópoles do mundo teria ondas? E que estas ondas seriam bastante surfáveis. E que os surfistas de lá surfam bem direitinho. Bem, digo direitinho porque com o inverno que bate lá fazer qualquer coisa deve ser muito difícil.
Para se ter uma ideia da paixão de alguns pelo surf, aqui vemos o “sacrifício” que essas pessoas passam somente para pegar algumas ondas (perfeitas, diga-se de passagem). Primeiro caminhar um pouco e pegar um metrô (isso mesmo, metrô), viajar um bocado para então chegar na praia e vestir a pesada roupa de borracha. É frio, tem neve…. Tudo isso somente pelo surf. Se aqui no Brasil bate um friozinho e já ficamos com aquela preguiça, lá, o pé na neve e o vento cortando o rosto inspira.
Pegue o próximo “A Train” e embarque nesta onda.
Subway Surfers
Diretor: Chris Shashaty
J-Bay nos espera
Por Luiz Michelini
Faltam dez dias para a segunda etapa mais estilosa do World Tour, Jeffrey’s Bay, na África do Sul. Depois de Bells Beach na Austrália, J-Bay também se apresenta como uma direita longa e rápida, com sessões de tubo e principalmente rasgadas. Gelada, esta é a onda que mostra quem realmente está em forma para disputar o título de 2011. Neste ano Parko deve ser um dos mais empolgados para a competição, já que ano passado não pode participar por ter se machucado enquanto fazia uma session em Snapper’s poucas semanas antes de embarcar pra África. Mineiro, atual primeiro do mundo do World Race Ranking também se mostra bastante confiante neste primeiro webisode que a Billabong divulgou sobre o tradicional evento Billagong Pro J-Bay. Agora resta saber se depois de sua contusão semana passada nas Maldivas ele estará 100% para bater de frente contra caras como Wilko, Taj, Kelly e o local Jordy Smith. Esperamos que sim.
Webisode 1 – All Eyes Focused on J-Bay
FestivAlma 2010: Surf é Alegria
Thaís Ritli
Gostaria de ter feito um post antes do início do FestivAlma 2010, que rolou esse fim de semana em São Paulo, para chamar a atenção para esse evento, mas a correria e falta de tempo me impediram… o que resta, agora, é falar um pouco do que foi tal festival.
Gostaria, também, de ter tido mais tempo para olhar com calma as atrações oferecidas pela Alma na Bienal, espaço que foi recheado de pranchas, pranchinhas e pranchões, além de algumas belas fotos, quadros… e pranchas também! Minha visita foi rápida e atordoada, num momento que não propiciava tranquilidade e calma para reparar nas jóias raras que estavam ali exibidas, como uma madeirite da década de 60 ou uma Lighting Bolt clássica, amarela e com o raio vermelho no meio…. Estava no meio do show do Rob Machado e John Swift… que, por sinal, mandaram um sonzinho honesto…. bem legal!
Saí de lá no momento em que o Falcão e os Loucomotivos agitavam a galera… e que galera! Muita gente, de todos os estilos e idades… uma verdadeira miscelânia cultural. Achei interessante ver que esse evento conseguiu unir tanta gente diferente que curte o surf. Com a máxima Surf é Alegria, a Alma consagrou, mais uma vez, o espírito de aloha dos ancestrais havaianos: um gesto de cordialidade, um “seja bem-vindo”, um convite à celebração…
Gostaria de ter mais o que falar sobre o FestivAlma deste ano… Não assisti aos filmes exibidos, nem vi o show do John Butler Trio.
Mas eu tenho certeza absoluta de que, se tivesse realmente aproveitado o FestivAlma, teria muito o que dizer…. muitas coisas boas! Como, infelizmente, não fiz isso, me cabe dizer apenas uma coisa: Parabéns, Alma Surf… SURF É ALEGRIA!
O pseudo-errante
Thaís Ritli
Confesso que me decepcionei um pouco esse fim de semana. Esperava mais, principalmente depois de algumas matérias que li enaltecendo o filme. Drifter, com Rob Machado, é uma bela peça publicitária, tanto para o surfista quanto para a marca, Hurley. Nada de novo no front.
A idéia é colocar Rob Machado como um andarilho, um errante, um sem destino. Colocá-lo, também, como um cara que lê, que procura paz interior, que busca entrar em harmonia com o mundo. Ok. Mas tal imagem que queriam passar do cara ficou muito forçada, e tornou o filme fraco.
Achei o filme fraco, embora haja boas imagens de apoio, boas imagens de Machado surfando, luz ótima, fotografia ótima e trilha sonora bem pensada. Nada disso contribuiu para que o filme deixasse de ser fraco.
Rob tenta passar uma imagem de desapego, com ceninhas toscas, tipo ele jogando o celular no meio da estrada. Ele tenta mostrar que é cult, lendo um livro de PAULO COELHO em uma barraquinha armada num lugar deserto…. por favor, né…. PAULO COELHO é demais pra mim!
Não quero desencorajar, embora já o tenha feito, aqueles que ainda não assistiram Drifter. Quero deixar registrada minha frustração, apenas. Se Drifter fosse um verdadeiro documentário, sem cenas ensaiadas e sem apelos, ficaria muito bom, porque a idéia é boa. Mas tornar Rob Machado um ator, não…. isso não rola!
Bela sacada!
Thaís Ritli
A Peugeot teve uma bela sacada de marketing mês passado, que merece ser registrada aqui, embora com certo atraso.
Entre as páginas da Revista Fluir, uma que se destacava. Mais espessa, diferente. Os caras fizeram o anúncio do novo Peugeot 207 Quiksilver em uma folha de parafina! Genial!
Atenção…. apenas algumas revistas vieram com o anúncio, então, não estranhem se não receberam….
Milagre: Surf na mídia!!!
Estadão online. Vinte e nove de abril de 2010, às 17h27.
Surfista brasileiro supera Kelly Slater e ganha título
Comentários sobre a matéria:
Site do Globo Esporte. Vinte e nove de abril de 2010, às 16h41.
Jadson vinga Mineirinho, bate Slater e conquista primeira vitória da carreira
Em primeiro lugar, claro, queria parabenizar Jadson André pelas rasgadas, aéreos e pela vitória em mares brasileiros. Não deve haver maior orgulho do que vencer em casa. Ainda mais quando essa é a primeira vitória!
Não acho que cabe aqui dizer sobre tal vitória. Não queremos, nesse blog, dizer aquilo que todos já sabem. O óbvio não interessa.
Quero dizer que, se por um lado, é muito bom ver tais notícias na mídia, por outro me dá certa vergonha. Brasil, com uma linha costeira de cerca de 8 mil quilômetros, grande parte surfável, dar importância MÍNIMA a um esporte tão popular?
O Estadão dizer que UM BRASILEIRO venceu KELLY SLATER para mim, chega a ser afronta. Ok, Slater é mais famoso e mais POP do que o Jadson, mas não importa. Vergonha!
Nossa, o JN mostrou uma rasgada (maravilhosa) do Jadson André!!! Grande bosta! Visibilidade mínima.
Sei que a situação não vai mudar tão cedo. De quando em quando, uma vez que UM BRASILEIRO vença, aparecerão tais notícias na mídia tradicional. Nada mais. Não sei quanto tempo demorará para se perceber que o surf é um esporte muito praticado no país e que seria bom que os brasileiros soubessem mais sobre o que acontece no meio. Além de saber quem foi o vencedor de tal etapa, que entenda quem é o vencedor, de onde vem e o que pretende.
Talvez isso nunca aconteça e talvez eu pareça rabujenta por criticar, criticar e criticar… mas penso que, se jogar minhas idéias, a chance de que alguma coisa mude aumenta, nem que seja 0,00001%…
Para guardar sua prancha mágica
Luiz Michelini
Acabou de comprar uma prancha nova? Tá gamadão no desenho dela? Ou… não achou nenhum lugar legal pra guardar sua preciosa? Pronto, seus problemas estão resolvidos. A partir de agora não é mais preciso ficar colocando racks que só estragam as paredes; é só pendurar sua prancha na parede da sala. Afinal sua prancha mágica merece destaque….
No site da Foam Magazine tem o passo a passo de como fazer, deixo aqui os ingredientes necessários para realizar a obra. Assim que eu tentar falo como ficou o resultado! Quem tentar, por favor também coloque aqui como ficou o experimento.
Para pendurar a obra de arte que tanto te alegra, anote os ingredientes:
- 6 anéis de metal tipo D;
- 2 Raws plugs’s (aquelas buxas de parafuso);
- 2 Ganchos daqueles igual ao do Capitão, mas que parafusam na parede e são menores;
- Fita de nylon de um bom tamanho;
- Fósforos;
- Linha de costura;
- Máquina de costura;
- Tesoura;
- Furadeira;
- Fita para medição;
Para um dia flat
Luiz Michelini
Estava remando pela internet, em busca de alguma coisa, quando me deparei com esse brinquedinho “muito do legal”! Com certeza deve ser bem mais difícil de brincar do que parece no vídeo. Porém, num dia flat seria bem interessante….. sem quinas por perto, é claro!
O briquedinho chama-se GoofBoard e custa U$139,00. O interessante é que, como se trata de um mini longboard sobre um rolo de madeira, dá pra ir de ponta a ponta da prancha. Diz Wingnut (lenda do surf de longboard), “é incrivelmente divertido e definitivamente um ‘a mais’ para o treino de Surf”.








