A ABRASP divulgou ontem a lista dos surfistas que competirão no Brasil Surf Pro, divisão de elite do Surf brasileiro e o calendário de cada etapa. A primeira competição será dia 16 de janeiro, na areia da praia de Torres, no Rio Grande do Sul. Confira abaixo os nomes!
Em 2003 e 2004, ele faturou o título do Mundial da WQS. Foi o primeiro surfista a conseguir dois títulos consecutivos na competição. Ele é catarinense de Blumenau. Ele tem trinta e três anos e foi convidado a participar do WCT ano que vem.
Neco Padaratz se juntará ao Mineirinho, que terminou em quinto lugar no campeonato este ano, além de Jadson André e Marco Polo, classificados entre os 15 melhores do WQS, divisão de acesso.
Agora, ele tem mais uma oportunidade de fazer bonito, porque nos últimos anos não teve tanta sorte… em 2005, foi pego por uso de anabolizantes e teve de deixar a elite do surf mundial. Em 2007, envolveu-se em uma briga com o surfista havaiano Sunny Garcia, em Pipeline. Feio, muito feio… E ano passado, ele não participou da competição por causa de uma grave lesão nas costas.
Bom, resta torcer para que nosso grande cara mande bem nessa quase última oportunidade!
Abaixo, os nomes daqueles que vão competir na Elite, no acesso e os convidados, tanto masculinos quanto femininos.
Mick Fanning (AUS)
Joel Parkinson (AUS)
Bede Durbidge (AUS)
Taj Burrow (AUS)
Adriano de Souza (BRA)
Kelly Slater (EUA)
C.J. Hobgood (EUA)
Bobby Martinez (EUA)
Damien Hobgood (EUA)
Dane Reynolds (EUA)
Jordy Smith (AFS)
Taylor Knox (EUA)
Tom Whitaker (AUS)
Kieren Perrow (AUS)
Fredrick Patacchia (HAW)
Dean Morrison (AUS)
Kai Otton (AUS)
Kekoa Bacalso (HAW)
Mick Campbell (AUS)
Chris Davidson (AUS)
Michel Bourez (TAH)
Ben Dunn (AUS)
Adrian Buchan (AUS)
Tiago Pires (POR)
Jeremy Flores (FRA)
Roy Powers (HAW)
Drew Courtney (AUS)
Classificados WQS
Dan Ross (AUS)
Patrick Gudauskas (EUA)
Jadson André (BRA)
Adam Melling (AUS)
Owen Wright (AUS)
Luke Munro (AUS)
Jay Thompson (AUS)
Nathan Yeomans (EUA)
Dusty Payne (HAW)
Brett Simpson (EUA)
Matt Wilkinson (AUS)
Tanner Gudauskas (EUA)
Travis Logie (AFS)
Marco Polo (BRA)
Blake Thornton (AUS)
Convites
Andy Irons (HAW)
Luke Stedman (AUS)
Neco Padaratz (BRA)
Feminino:
Top 10
Stephanie Gilmore (AUS)
Silvana Lima (BRA)
Sofia Mulanovich (PER)
Coco Ho (HAW)
Sally Fitzgibbons (AUS)
Melanie Bartels (HAW)
Chelsea Hedges (AUS)
Paige Hareb (NZL)
Rebecca Woods (AUS)
Rosanne Hodge (AFS)
Top 6 WQS
Jessi Miley-Dyer (AUS)
Carissa Moore (HAW)
Claire Bevilacqua (AUS)
Lee Ann Curren (FRA)
Bruna Schmitz (BRA)
Nikita Robb (AFR)
* Bruna Schmitz terminou em oitava no ranking WQS, mas conseguiu a vaga porque Coco Ho e Paige Hareb terminaram entre as 10 melhores na elite.
Nasci em São Paulo e desde então aqui moro. Entretanto, tive a sorte de poder contar com um apartamento na praia de Pitangueiras, no Guarujá, e ali no canto do Maluf aprendi minha maior paixão, o Surf. Todo dia em alguma hora penso: “se eu morasse na praia, daqui a pouco estaria surfando, curtindo um fim de tarde…”
Porém, venho percebendo que alguns artifícios estão sendo criados para amenizar essa fissura de Surf que eu e muitos outros passamos. Em uma de minhas remadas pela internet, deparei-me com os sites “FantasySurfer“, e “Hi-Scores“. Ambos, um gringo e outro nacional, são um tipo de bolão das etapas do WCT. Antes de cada etapa do mundial você acessa o seu perfil no site e pode dar palpites de quais surfistas passarão as fases e quais serão os que irão compor a final. Isso até você palpitar o vencedor e talvez acertar. A pontuação vai sendo construída conforme os atletas que foram escolhidos vão passando as baterias. Então, no final, quem acertar o maior número de atletas em casa fase será o campeão.
O FantaySurfer e o Hi-Scores são muito interessantes e valem o acesso! Mas hoje conheci um jogo completamente novo e, na minha opinião, bastante relaxante e potencialmente viciante. O YouRiding é um passatempo virtual para surfistas. Nele, você cria seu perfil e pode sair pelo mundo surfando. Um diferencial é que nem todas as ondas são iguais, cada praia quebra de um jeito e existem manobras muito legais como floaters, aéreos e batidas. Existe também todo um sistema de evolução, degraus a serem ultrapassados desde o nível rookie até profissional. Assim como ondas novas a serem abertas e campeonatos que correm em tempo real com pessoas de todos os cantos do mundo, pode-se combinar com os amigos que também participam do jogo e marcar um session ou um micro campeonato. É um jogo bastante dinâmico com o patrocínio de diversas marcas de surfwear e equipamentos como pranchas, quilhas e bermudas que podem ser adicionadas no seu surfista e modificam o desempenho. Resumindo o jogo, o Intellysurf, grupo francês criador do jogo, diz: “YouRiding is a mash-up of waves, sand, ice, water, snow and binary code.(…)With more realism and far more style, YouRiding is infecting the action sports world with always new sports and unrelenting mission for fun.”.
Vou brincar mais um pouco e depois lhes falo da minha session……
Hoje não teve início o Pipe Master, evento mais famoso do Tour de Surf. Por que? Condições extremas impossibilitam a realização do campeonato. Entretanto, essas mesmas condições extremas fizeram com que ontem, após cinco anos, fosse realizada a oitava edição do ” Quiksilver in Memory of Eddie Aikau”. Como o “Eddie” rola na praia de Waimea, localizada no lado norte da Ilha de Oahu no Hawaii, são necessárias algumas condições para que a competição aconteça nos moldes que Eddie desejaria; uma delas é que as ondas superem os 15 pés de tamanho e que os surfistas estejam ainda assim surfando em condições minimamente seguras. E foi o que aconteceu ontem, 08/12/2009!!
O campeonato surgiu em 1985, na praia de Sunset (também no Hawaii), como forma de homenagear Eddie Aikau; lenda havaiana que fora ser um dos precursores no Surf em ondas grandes, um dos primeiros salva vidas do North Shore e símbolo da cultura havaina. Sendo Eddie um exímio homem do mar e maior conhecedor da baía de Waimea (sendo o primeiro salva vidas da praia), a marca Quiksilver, detentora dos direitos do campeonato, decidiu em 1986 tranferir o campeonato para Waimea.
Nesse ano, com ondas de 40 à 50 pés, se na internet a disputa já estava emocionante, imagina sentado em cima do morro sentindo o chão tremer com o impacto das ondas.
A grande disputa ficou entre a aberração do Surf, Kelly Slater, e o jovem Greg Long, de apenas 26 anos. Slater dominava o campeonato até seus momentos finais somando ondas incríveis, com direito até a um gigantesco tubo que fez todos irem ao delírio. Então, nos últimos minutos de bateria, Long remou numa montanha d’agua de 40 pés e desceu-a no ponto mais critico, recebendo a nota máxima dos juízes e consequentemente a taça e honra de ser mais um dos poucos vencedores do Quiksilver in Memory of Eddie Aikau.
Foto de: Art Otremba
PS: Para quem quiser saber mais sobre a bela história desse herói e símbolo do Hawaii recomendo o livro “Eddie Would Go – História de Eddie Aikau, Herói Havaiano” , de Stuart Holmes Coleman – Ed. Gaia, 288 pgs.
Maya Gabeira já inscreveu sua onda para o XXL de 2010, que rola em Abril próximo… Deem uma olhada na onda que ela pegou em Teahupoo em outubro e avaliem se ela consegue garantir o prêmio (mais uma vez!)…. Fico na torcida!
O primeiro e maior grupo de surf music do mundo, os JÁ-NEM-TÃO meninos da praia, farão um show em São Paulo, no próximo dia 2, no Credicard Hall, a partir das 21h30.
A banda americana foi formada em 1961 na Califórnia e influenciou muito do rock e do pop que hoje conhecemos. Além disso, ela ocupa o 12º lugar da Revista Rolling Stone no ranking de melhor banda de todos os tempos.
Transformando em lírica a vida do surf, a rotina praieira e as delícias do verão, é difícil encontrar alguém que não tenha ouvido algum som dos caras… Com Mike Love no vocal, o grupo, que já teve mais de 15 modificações em sua formação, entrou para o Hall da Fama por grupo vocal em 1998.
Essa turnê é a comemoração do aniversário de quarenta anos do lançamento do disco “Pet Sounds”, o mais importante da carreira do grupo.
Sem rabear uns aos outros, cento e dez surfistas conseguiram, na quarta tentativa consecutiva, quebrar o recorde mundial de drop coletivo.
Semana passada, aproximadamente quatrocentos surfistas foram à praia de Muizenberg, na Cidade do Cabo, África do Sul, para tentarem surfar a mesma onda.
Dos quatrocentos, menos da metade conseguiu dropar a onda coletiva, que durou cinco segundos. Mas a marca vai pra o Guinness Book, livro dos recordes – a última marca era de 100 pessoas.
Ele surfa desde os nove anos de idade e é shaper da Crabs Surfboards. Ele fugiu da cidade e foi morar em Ubatuba, há três anos. Ele vive e respira surf. Hermes Matos Pacini é o criador da parafina natural, produto que não agride o meio ambiente.
“Hoje não vejo minha vida sem o surf, pois faço dele o meu trabalho, de todos os lados. A Parafina Natural foi uma busca por algo novo e ecologicamente correto”.
SURFEART – Quais são as diferenças entre a parafina natural e a convencional?
HERMINHO: A principal diferença está relacionada à fórmula das parafinas, no caso parafina é um derivado do petróleo e seu resíduo é altamente tóxico, assim como sua sobra. Nossa parafina não tem o nome de Natural por acaso, todos os ingredientes usados são naturais e não causam danos a natureza se deixados no meio ambiente e nas praias, pois será rapidamente absorvido.
SURFEART – A parafina natural é igual em relação à qualidade?
HERMINHO: Posso dizer que é até melhor, e as comparo com as parafinas importadas, como Stick Bumps e Sex Wax. Pois tem excelente aderência, durabilidade e é de fácil passagem na prancha, e isso por experiência própria eu posso dizer, pois já usei muita parafina na vida.
SURFEART – De onde surgiu a idéia de se fazer esse tipo de produto?
HERMINHO: Já está mais do que na hora da indústria voltada ao surf se conscientizar e começar a pesquisar produtos que não agridam, ou causem menor impacto ao meio ambiente. Com as parafinas não poderia ser diferente e pensando nisso, começamos a pesquisar produtos alternativos e o que poderia ser feito para ajudarmos a natureza. Começamos os testes e o resultado foi excelente, daí à produção foi um pulo.
SURFEART – O mercado está reagindo bem à nova parafina?
HERMINHO: Certamente, onde ela é apresentada, causa um grande impacto. Todos ficam surpresos com a qualidade alcançada através de um produto natural e logo a substituição de suas parafinas tradicionais por Natural acontece.
SURFEART – Quais as matérias-primas para a fabricação dela? E como é o modo de preparo?
HERMINHO: O principal componente da parafina Natural é a cera de abelha, um produto orgânico e de resíduo limpo. Outros produtos são usados, para dar “pegada” à parafina e todos eles são naturais ou orgânicos e tem perda zero na fabricação da parafina Natural. Quanto a fabricação, não tem muito segredo, todos os ingredientes são misturados e aquecidos, para que eles se tornem homogêneos, daí é só colocar nos moldes e esperar esfriar.
SURFEART – A parafina natural é vendida aonde?
HERMINHO: Estamos introduzindo a parafina Natural por surfshops de todo o Brasil, cadastrando representantes e vendedores. Há também a venda direta, através do e-mail: parafa_natural@hotmail.com e em breve através do site, que está em fase final.
Já está mais do que na hora de valorizarmos trabalhos que trazem orgulho para quem gosta de surf, para quem ama a natureza e para quem valoriza a criatividade e o trabalho brasileiro.
O verão vem chegando e os donos e professores das famosas escolinhas de Surf já começam a se preparar para os três meses de maior movimento no ano. A preocupação na verdade vem de dois lados: do dono da escola que vê a concorrência aumentar com o repentino surgimento de novas escolinhas; e dos pais, que nunca sabem em qual das escolas deixar seus filhos.
Foi pensando nesses dois lados que o Ibrasurf (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento do Surf), no 6º Congresso Brasileiro de Surf, discutiu junto com instrutores e donos de algumas escolas do litoral paulista a questão de regulamentar o funcionamento e os profissionais que lecionam o Surf. “A idéia é não excluir ninguém, mas capacitar e regulamentar”, afirmou Alexandre Zeni, presidente do Ibrasurf, tentando acalmar quem ainda não estava entendendo nada.
Aparentemente até agora foi uma questão de sorte não ter acontecido nenhum acidente grave envolvendo o aprendizado do Surf e as escolinhas. Isso porque há anos o número de praticantes do esporte vem aumentando e o primeiro contato deles com o Surf geralmente se dá nessas escolas.
Para se ter uma noção de como são as escolas pelo menos no litoral paulista:
São aproximadamente 22 escolinhas, sendo 18 só no Guarujá;
46% funcionam há mais de 8 anos;
78% das escolas de Surf paulistas possuem um responsável com CREF (certificado do Conselho Regional de Educação Física);
30% possuem uma estrutura fixa;
56% utilzam pranchas Softboard (feitas de espuma, que não machucam no caso de alguma pancada);
59% infelizmente ainda não possuem um plano de emergência.
Esse último dado mostra a necessidade e importância de uma maior organização e cuidado com a forma se ensinar a pessoa a surfar e também com o material utilizado e demais equipamentos ou atividades executadas pela escola.
A necessidade de uma regulamentação ou pelo menos de um cadastramento das escolas, mostra (na minha opinião) uma tentativa de profissionalizar mais essa área do Surf. De acordo com Zeni, a idéia é a partir do questionário (que está no site do Ibrasurf), conseguir traçar melhor o panorama das escolas de Surf que funcionam no Brasil. Então, a partir dos dados obtidos começar a traçar algumas regras e obrigações que as escolinhas devem cumprir. “Não da também pra gente colocar muitas regras no início, porque as escolas não conseguirão seguir. Então por hora serão poucas mas que sejam possíveis de seguir e se possa regulamentar e dar a homologação”, ressaltou Zeni.
CNPJ, licença municipal, professores credenciados no CREF; certificado no curso de qualificação de professores de Surf; kit de primeiros socorros; plano de emergência e materiais como barraca, lycras, protetor solar, softboard e água são por hora as primeiras exigências pensadas pelo pessoal doIbrasurf para poder homologar uma escola de Surf. Será que é muita coisa?
Vantagens para a Escola homologada
Não só obrigações terá a escola. Se certitificada/homologada, será possível elaborar todo ano um guia das escolas de Surf para consulta dos interessados em aprender a surfar. Também dessa forma haverá a chance de recomendação de escolas aos alunos e também um reconhecimento oficial, tornando a atividade mais profissional e direita. Via homologação fica mais fácil a divulgação e propaganda das escolas na mídia, assim como as chances de conseguir um patrocínio ou ajuda de custo ficam maiores. O Ibrasurf se dispôs a ajudar na questão da assessoria administrativa e também na parte de gestão de negócios.
Para preencher o questionário sobre sua escola de Surf basta acessar http://www.ibrasurf.com.br/home/aulasdesurf/cadescolas.php
“Da união entre meu trabalho como designer e minha paixão por Surf, surgiu a Serie Waves, coleções de posters inspirados nas sensações e sentimentos que o vento do mar, o calor do sol e o movimento das ondas transmitem”. Esse é o Tom Veiga, designer de Curitiba que conseguiu conciliar o trabalho com a paixão pelo surf de forma adorável.
Tom Veiga é diretor de arte e trabalha na agência Mídia Digital, na capital paranaense. Sua paixão por surf surgiu quando ele teve contato com os produtos culturais do esporte: revistas, DVD’s, filmes. Em 2008, Tom começou a brincar de surfart, e a brincadeira deu certo.
“Deus realmente tava inspiradão quando fez o mar e projetou as ondas, pois a cada olhada para o mar vem uma inspiração nova para surfarts”…
Tom retrata, em seus pôsters, motivos inerentes à consagradas praias de surf: Garopaba, Joaca, Imbituba, JBay; mas o faz de modo abstrato, garantindo modernidade à obra.
“O nome Serie Waves vem da idéia do que os surfistas sempre esperam uma boa série de ondas, varias ondas, um dia cheio delas. Também com esse nome dou o conceito que queria para série dos posters, uma idéia de movimento, pois não é uma coleção fechada, sempre estou estudando e criando novas artes”.
Para quem quiser conferir mais da obra de Tom Veiga, entre no site www.seriewaves.com.