EMBARQUE NESTE TREM

14/07/2011 at 14:01 (Histórias)

Por Luiz Michelini

Algumas frases se destacam neste pequeno curta metragem. Ideias do tipo “tem gente que planeja toda sua vida, seu trabalho, onde vai morar, criar seus filhos; tudo em torno do surf”, ou “o surf guia você, não você guia o surf”, são reais. Agora, viver e surfar em Nova Iorque é uma coisa que só veio realmente à tona nestes últimos meses, depois que a cidade foi escolhida para sediar uma etapa do WT em setembro. É galera… quem diria que uma das maiores metrópoles do mundo teria ondas? E que estas ondas seriam bastante surfáveis. E que os surfistas de lá surfam bem direitinho. Bem, digo direitinho porque com o inverno que bate lá fazer qualquer coisa deve ser muito difícil.

Para se ter uma ideia da paixão de alguns pelo surf, aqui vemos o “sacrifício” que essas pessoas passam somente para pegar algumas ondas (perfeitas, diga-se de passagem). Primeiro caminhar um pouco e pegar um metrô (isso mesmo, metrô), viajar um bocado para então chegar na praia e vestir a pesada roupa de borracha. É frio, tem neve…. Tudo isso somente pelo surf. Se aqui no Brasil bate um friozinho e já ficamos com aquela preguiça, lá, o pé na neve e o vento cortando o rosto inspira.

Pegue o próximo “A Train” e embarque nesta onda.

Subway Surfers

Diretor: Chris Shashaty

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J-Bay nos espera

05/07/2011 at 15:42 (Campeonatos)

Por Luiz Michelini

Faltam dez dias para a segunda etapa mais estilosa do World Tour, Jeffrey’s Bay, na África do Sul. Depois de Bells Beach na Austrália, J-Bay também se apresenta como uma direita longa e rápida, com sessões de tubo e principalmente rasgadas.  Gelada, esta é a onda que mostra quem realmente está em forma para disputar o título de 2011. Neste ano Parko deve ser um dos mais empolgados para a competição, já que ano passado não pode participar por ter se machucado enquanto fazia uma session em Snapper’s poucas semanas antes de embarcar pra África. Mineiro, atual primeiro do mundo do World Race Ranking também se mostra bastante confiante neste primeiro webisode que a Billabong divulgou sobre o tradicional evento Billagong Pro J-Bay. Agora resta saber se depois de sua contusão semana passada nas Maldivas ele estará 100% para bater de frente contra caras como Wilko, Taj, Kelly e o local Jordy Smith. Esperamos que sim.

Webisode 1 – All Eyes Focused on J-Bay

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Muriçoca

11/01/2011 at 14:06 (Arte) (, )

Thaís Ritli

Confiram a HQ produzida pelo ilustrador Fernando Mosca:

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A Prancha Ecológica

13/08/2010 at 13:14 (Responsabilidade Social, Surfemercado) (, , , )

Thaís Ritli
 

A idéia de voltar no tempo. A idéia de proteger a natureza. A idéia de montar um negócio relacionado ao Surf.
O paranaense Marcelo Ulysséa conseguiu unir todas estas ótimas idéias em um projeto chamado Agave Hunter. Em uma viagem à Califórnia, Ulysséa experimentou pela primeira vez a sensação de surfar com uma prancha de madeira. E não esqueceu mais. A experiência de, de alguma forma, voltar às origens, levou Marcelo a aprender sobre a fabricação da prancha de madeira com aquele que lhe aprensentou a novidade: Gary Linden.
De volta ao Brasil, mais uma boa notícia: a Agave, matéria prima para a fabricação da prancha, planta nativa do México, foi introduzida no Brasil em 1900 para o cultivo do sisal e está presente em todo o país, sobretudo no Nordeste. Bastava, agora, um incentivo e trabalho, muito trabalho, para colocar em prática tal projeto.
Com incentivo da FAPESC, Marcelo Ulysséa, em parceria com a engenheira civil e pós graduada em meio ambiente Marcella Silvestro, iniciaram a produção das pranchas feitas de Agave no Brasil. A Agave Hunter é a única que oferece esse tipo de produto. 
SURFEART – Quais as diferenças entre a prancha convencional e a feita de agave?
MARCELLA SILVESTRO – As pranchas convencionais são feitas de material tóxico e não reciclavel, além disso são derivados do petróleo (contribuem  para efeito estufa).
Os blocos de madeira são recicláveis e os resíduos são absorvidos pelo ambiente sem riscos à saúde.
Além disso os blocos de Agave são mais resitentes mecanicamente e praticamente inquebráveis, por isso a durabilidade de uma prancha de madeira é bem maior do que a convencional. 
 
SURFEART – Como descobriu-se que a Agave é uma boa madeira para a fabricação de pranchas?
MARCELLA SILVESTRO – Através do Gary Linden, com quem o Marcelo Ulysséa aprendeu o processo de fabricação.
Como a madeira é leve e porosa, foram feitos testes e decobriu-se que ela funcionava muito bem na fabricação de pranchas.
 
SURFEART – Como é o ciclo de vida da agave?
MARCELLA SILVESTRO – No final do ciclo de vida da Agave, que é de 7 a 12 anos, ela solta o pendão floral (de onde saem os bulbos reprodutivos).
Com isso suas folhas secam e a planta morre. O pendão chega a 12 metros de altura, seca e cai, distribuindo cerca de 1200 sementes ao redor da planta mãe.
Desta 1200, cerca de 60 chegam à idade adulta. Ela é uma planta exótiva e dominante, ou seja, toma conta do ambiente em que se encontra, suprimindo a vegetação nativa.
 
SURFEART – Conte um pouco sobre o Prêmio Santander 2009 que vocês ganharam.
MARCELLA SILVESTRO – No prêmio Santander, ficamos entre os 6 melhores projetos do Brasil na área de Indústria.
Ganhamos o prêmio da FAPESC na área de Inovação Tecnológica. Entre 1200 propostas de SC, foram escolhidas 200 para participarem de um curso de empreendedorismo no SENAI. Depois disso enviamos uma proposta mais detalhada e fomos escolhidos entre as 100 melhores. Na fase final foram escolhidos 60 projetos para ganhar o investimento.
Este ano estamos correndo atrás de outros incentivos e investimentos.
 
SURFEART – Aonde são vendidas as pranchas ecológicas?
MARCELLA SILVESTRO – As vendas estão sendo feitas diretamente na fábrica, sob encomenda.
Estamos com encomendas de todo o Brasil, o  produto tem sido bem aceito.
Além do Brasil já temos blocos e pranchas na França, Estados Unidos e Tahiti.
 

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FestivAlma 2010: Surf é Alegria

05/07/2010 at 00:11 (Arte, Histórias, Surfemercado) (, )

Thaís Ritli

Gostaria de ter feito um post antes do início do FestivAlma 2010, que rolou esse fim de semana em São Paulo, para chamar a atenção para esse evento, mas a correria e falta de tempo me impediram… o que resta, agora, é falar um pouco do que foi tal festival.

Gostaria, também, de ter tido mais tempo para olhar com calma as atrações oferecidas pela Alma na Bienal, espaço que foi recheado de pranchas, pranchinhas e pranchões, além de algumas belas fotos, quadros… e pranchas também! Minha visita foi rápida e atordoada, num momento que não propiciava tranquilidade e calma para reparar nas jóias raras que estavam ali exibidas, como uma madeirite da década de 60 ou uma Lighting Bolt clássica, amarela e com o raio vermelho no meio…. Estava no meio do show do Rob Machado e John Swift… que, por sinal, mandaram um sonzinho honesto…. bem legal!

Saí de lá no momento em que o Falcão e os Loucomotivos agitavam a galera… e que galera! Muita gente, de todos os estilos e idades… uma verdadeira miscelânia cultural. Achei interessante ver que esse evento conseguiu unir tanta gente diferente que curte o surf. Com  a máxima Surf é Alegria, a Alma consagrou, mais uma vez, o espírito de aloha dos ancestrais havaianos: um gesto de cordialidade, um “seja bem-vindo”, um convite à celebração…

Gostaria de ter mais o que falar sobre o FestivAlma deste ano…  Não assisti aos filmes exibidos, nem vi o show do John Butler Trio.

Mas eu tenho certeza absoluta de que, se tivesse realmente aproveitado o FestivAlma, teria muito o que dizer…. muitas coisas boas! Como, infelizmente, não fiz isso, me cabe dizer apenas uma coisa: Parabéns, Alma Surf… SURF É ALEGRIA!

Foto: Luiz Michelini

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O pseudo-errante

31/05/2010 at 18:21 (Arte, Histórias) (, , )

Thaís Ritli

Confesso que me decepcionei um pouco esse fim de semana. Esperava mais, principalmente depois de algumas matérias que li enaltecendo o filme. Drifter, com Rob Machado, é uma bela peça publicitária, tanto para o surfista quanto para a marca, Hurley. Nada de novo no front.

A idéia é colocar Rob Machado como um andarilho, um errante, um sem destino. Colocá-lo, também, como um cara que lê, que procura paz interior, que busca entrar em harmonia com o mundo. Ok. Mas tal imagem que queriam passar do cara ficou muito forçada, e tornou o filme fraco.

Achei o filme fraco, embora haja boas imagens de apoio, boas imagens de Machado surfando, luz ótima, fotografia ótima e trilha sonora bem pensada. Nada disso contribuiu para que o filme deixasse de ser fraco.

Rob tenta passar uma imagem de desapego, com ceninhas toscas, tipo ele jogando o celular no meio da estrada. Ele tenta mostrar que é cult, lendo um livro de PAULO COELHO em uma barraquinha armada num lugar deserto…. por favor, né…. PAULO COELHO é demais pra mim!

Não quero desencorajar, embora já o tenha feito, aqueles que ainda não assistiram Drifter. Quero deixar registrada minha frustração, apenas. Se Drifter fosse um verdadeiro documentário, sem cenas ensaiadas e sem apelos, ficaria muito bom, porque a idéia é boa. Mas tornar Rob Machado um ator, não…. isso não rola!

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Bela sacada!

24/05/2010 at 16:15 (Surfemercado) (, , )

Thaís Ritli

A Peugeot teve uma bela sacada de marketing mês passado, que merece ser registrada aqui, embora com certo atraso.

Entre as páginas da Revista Fluir, uma que se destacava. Mais espessa, diferente. Os caras fizeram o anúncio do novo Peugeot 207 Quiksilver em uma folha de parafina! Genial!

Atenção…. apenas algumas revistas vieram com o anúncio, então, não estranhem se não receberam….

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Milagre: Surf na mídia!!!

30/04/2010 at 16:22 (Campeonatos, Histórias) (, , )

Estadão online. Vinte e nove de abril de 2010, às 17h27.

Surfista brasileiro supera Kelly Slater e ganha título

Comentários sobre a matéria:

“Jadson André campeão e aparecendo no estadão Jornal Nacional e nas maiores mídias. É isso ae. Em busca do tpitulo mundial, parabéns. e até a próxima etapa. BRASIL!!!”

Site do Globo Esporte. Vinte e nove de abril de 2010, às 16h41.

Jadson vinga Mineirinho, bate Slater e conquista primeira vitória da carreira

Em primeiro lugar, claro, queria parabenizar Jadson André pelas rasgadas, aéreos e pela vitória em mares brasileiros. Não deve haver maior orgulho do que vencer em casa. Ainda mais quando essa é a primeira vitória!

Não acho que cabe aqui dizer sobre tal vitória. Não queremos, nesse blog, dizer aquilo que todos já sabem. O óbvio não interessa.

Quero dizer que, se por um lado, é muito bom ver tais notícias na mídia, por outro me dá certa vergonha. Brasil, com uma linha costeira de cerca de 8 mil quilômetros, grande parte surfável, dar importância MÍNIMA a um esporte tão popular?

O Estadão dizer que UM BRASILEIRO venceu KELLY SLATER para mim, chega a ser afronta. Ok, Slater é mais famoso e mais POP do que o Jadson, mas não importa. Vergonha!

Nossa, o JN mostrou uma rasgada (maravilhosa) do Jadson André!!! Grande bosta! Visibilidade mínima.

Sei que a situação não vai mudar tão cedo. De quando em quando, uma vez que UM BRASILEIRO vença, aparecerão tais notícias na mídia tradicional. Nada mais. Não sei quanto tempo demorará para se perceber que o surf é um esporte muito praticado no país e que seria bom que os brasileiros soubessem mais sobre o que acontece no meio. Além de saber quem foi o vencedor de tal etapa, que entenda quem é o vencedor, de onde vem e o que pretende.

Talvez isso nunca aconteça e talvez eu pareça rabujenta por criticar, criticar e criticar… mas penso que, se jogar minhas idéias, a chance de que alguma coisa mude aumenta, nem que seja 0,00001%…


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Para guardar sua prancha mágica

15/04/2010 at 19:07 (Arte) (, , , )

Luiz Michelini

Acabou de comprar uma prancha nova?  Tá gamadão no desenho dela? Ou… não achou nenhum lugar legal pra guardar sua preciosa? Pronto, seus problemas estão resolvidos. A partir de agora não é mais preciso ficar colocando racks que só estragam as paredes; é só pendurar sua prancha na parede da sala. Afinal sua prancha mágica merece destaque….

No site da Foam Magazine tem o passo a passo de como fazer, deixo aqui os ingredientes necessários para realizar a obra. Assim que eu tentar  falo como ficou o resultado! Quem tentar, por favor também coloque aqui como ficou o experimento.

Para pendurar a obra de arte que tanto te alegra, anote os ingredientes:

- 6 anéis de metal tipo D;

-  2 Raws plugs’s (aquelas buxas de parafuso);

-  2 Ganchos daqueles igual ao do Capitão, mas que  parafusam na parede e são menores;

- Fita de nylon de um bom tamanho;

- Fósforos;

- Linha de costura;

- Máquina de costura;

- Tesoura;

- Furadeira;

- Fita para medição;

Esse é o resultado

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Para um dia flat

12/04/2010 at 21:49 (Surfemercado) (, , , )

Luiz Michelini

Estava remando pela internet, em busca de alguma coisa, quando me deparei com esse brinquedinho “muito do legal”! Com certeza deve ser bem mais difícil de brincar do que parece no vídeo. Porém, num dia flat seria bem interessante….. sem quinas por perto, é claro!

O briquedinho chama-se GoofBoard e custa U$139,00. O interessante é que, como se trata de um mini longboard sobre um rolo de madeira, dá pra ir de ponta a ponta da prancha. Diz Wingnut (lenda do surf de longboard), “é incrivelmente divertido e definitivamente um ‘a mais’ para o treino de Surf”.

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